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FóRUM ELOS DIALOGA
15-05-2004


Nesta Edição leia

 # Eduarda Fagundes Nunes enviou : Cuidando da saúde: Você sabe o que é enxaqueca ou migrânea?

# Margarida Castro e João Xavier Santos, Brasil enviam

Brasil e EUA, política: Farsa, poder e mídia

# João Xavier Santos  e Margarida Castro enviam

Defesa da Língua Portuguesa

#Brito e Castro ; Abdul Cadre, Eduarda  e Maria Silveira comentam

Semelhanças entre portugueses e brasileiros  

 

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#Eduarda Fagundes Nunes, Brasil,

Cuidando da saúde: Você sabe o que é enxaqueca ou migrânea?

A enxaqueca, forma mais comum de dor de cabeça unilateral, pulsátil , de intensidade forte ou moderada que se agrava com as atividades físicas rotineiras, é uma patologia do sistema nervoso central mais comum nas mulheres que nos homens. Em geral tem incidência familiar e começa nas primeiras décadas de vida. Apresenta-se em crises que duram de mais ou menos 4 a 72 horas.

 A sensação dolorosa é dada pelas respostas vasidilatadoras das artérias e veias cerebrais aos estímulos nociceptivos. Nessas pessoas há um  cérebro hiperexcitável muito sensível a modificações neuroquimicas provocadas por alterações hormonais( menstruação, TPM), ambientais , emocionais,  estresse,  luz intensa, certos tipos de  odores e alimentos (álcool, aspartame, queijos, chocolates, nitratos, etc), falta de sono, sons, etc. Às vezes a cefaléia pode vir acompanhada de náuseas e vômitos.

 A migrânea melhora com o sono, em ambientes escurecidos, calmos e silenciosos. Há tratamentos medicamentosos e orientações médicas que melhoram e esparsam as crises.

Há casos raros em que essa sintomatologia vem acompanhada de alterações visuais e parestesias reversíveis que duram de alguns minutos a uma hora.

Quem apresentar esses sintomas deve sempre descartar a possibilidade de uma doença cerebral mais grave, avaliando através de exames neurológicos com especialista.

  

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#Margarida Castro e João Xavier Santos, Brasil

Brasil e EUA, política: Farsa, poder e mídia

 

João Xavier,

Mas a grande mídia virou um Circo

 A farsa , a mentira está em todas as manchetes.

 E o povo que não quer pensar, repete tudo o que lê, ou que ouve.

 É só assistir às perguntas cretinas que os jornalistas fazem aos políticos em destaque tentando respostas sensacionalistas e que nada tem de verdade nem na pergunta nem na resposta esperada. imbecilidades!

 Margarida

  _________

E o João diz:

Caros amigos,
Publicado hoje, 09, na Folha de São Paulo.
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JANIO DE FREITAS


Farsa, poder e mídia

Apesar de tudo ou por causa de tudo, tanto faz, foi uma semana excelente.
A reabertura dos cassinos de bingo, por exemplo, não motivou uma festança apenas para jogadores e donos do jogo. O jornalismo político também se esbaldou com a alegada fragilidade da base governista; o governo arranjou mais esse pretexto para presentear cargos públicos a malufistas e peemedebistas e, você já havia pensado nisso, vários senadores saem com justas recompensas por sua compreensão para com os cassinos. Nessa expansiva alegria, era natural que alguma coisinha se perdesse.
Perdeu-se, não por acaso, a relevância devida à reabertura dos bingos por apenas dois votos, 33 senadores contra 31, estando ausentes do Senado quatro senadores do PT. Mesmo os tantos recursos do "lobby" dos bingos são incapazes de negar que 31 mais 4 dariam 35 votos contra o jogo. E pronto.
Não é toda semana, nem todo mês, nem mesmo todo ano, que Antonio Palocci abre uma brecha na agenda de conversas, almoços e jantares com banqueiros e agentes do FMI, para falar aos brasileiros sobre a sua política econômica. E expôs uma concepção muito interessante: o Brasil voltará a crescer quando os estrangeiros, convencidos de que o país está com suas finanças arrumadas pelo governo Lula, vierem investir no crescimento. Ou seja, a depender da política de Antonio Palocci, jamais haverá crescimento verdadeiro. A história econômica e, se não bastasse, a atualidade asiática demonstram que são políticas e investimentos governamentais os impulsores do crescimento em países atrasados, só a partir dessa preliminar havendo interesse amplo para o capital estrangeiro produtivo.
O PT na TV ofereceu, é claro, variadas estrelas com a missão de transmitir-nos o que só é visto das alturas palacianas: o governo Lula está fazendo prodígios de justiça social, de criação de empregos no interior, redução dos juros, retomada do crescimento, queda de preços e muito mais. Daí a observação crítica que orientou a intervenção de José Dirceu e o próprio programa: "O governo tem só um ano e quatro meses, não é correto cobrar dele a solução de problemas criados durante 20 anos". Não é correto mesmo. Talvez por isso ninguém faça tal cobrança. Cobrado do governo é que afinal comece a fazer algo dos seus compromissos de campanha. Comece afinal a resgatar também a sua dívida com 52 milhões de pessoas.
A relação insolúvel entre farsa, poder e mídia teve momentos de exuberância consagradora nessa semana de pasmo com a tortura de iraquianos por norte-americanos e britânicos. Os congressistas e a mídia dos Estados Unidos esqueceram as atrocidades dos seus compatriotas no Vietnã, que tardaram tanto a reconhecer, quando a mídia européia já a mostrava por anos e anos? Desde os anos 50, os Estados Unidos espalharam pelo mundo instrutores de métodos atrozes de interrogatório. Foram os mestres dos brasileiros, até que suas técnicas fossem superadas pelas novas criações ensinadas por israelenses.
A mídia e os congressistas dos Estados Unidos sempre souberam tudo a respeito da ferocidade dos seus militares, agentes da CIA e policiais, até por não ter faltado quem, de vez em quando, ousasse furar o silêncio conivente e divulgasse os ensinamentos bárbaros em quartéis e escolas policiais. A reação da grande mídia foi sempre a de sufocar tais revelações. A dos congressistas, a de exigir um bode expiatório, em geral um sargentão idiotizado.
A relutância dos jornais e da TV norte-americanos a adotar o assunto das atrocidades no Iraque, tal como faz com os prisioneiros dos Estados Unidos em Guantánamo, recebeu na semana um adorno muito ilustrativo. Foi um artigo, divulgado com destaque também no Brasil, de Thomas Friedman, ultradireitista que é o principal articulista do "The New York Times". Escreveu indignado a propósito das atrocidades. O sentido do artigo não é, porém, a condenação das atrocidades, mas o fato de suscitarem condenação aos Estados Unidos, na opinião pública mundial. Muito simples: o mal não está nas atrocidades, está na sua divulgação.
Como representação da atualidade e dos homens que lhe dão forma e voz, a semana foi excelente. Pena que esses homens tenham piorado um pouco mais. E façam o mesmo com Brasil e com o mundo.

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#João Xavier Santos  e Margarida Castro enviam

Defesa da Língua Portuguesa

João Comenta: Apenas lembrando aos amigos,
Um amigo nosso que participava de nossa lista de discussão, o
Jefferson Craveiro de Sá Jr. (JCSJ), também não estudara as
línguas francesa e inglesa.
Pergunto eu: como é que ele se sentiria, diante de textos
nestas duas línguas, neste espaço de língua portuguesa, sem
tradução???

(em seguida, a resposta minha à amiga Margarida)
_________
João diz. Margarida, minha resposta (com citações do que disseste):
 Não tive, naquele momento, oportunidade de traduzir, mas também pensei que o assunto não nos dizia muito!
Se não nos dizia muito, porque então foi colocado?
Se foi colocado, e há pessoas que não sabem o francês, porque não foi acompanhado de tradução?
Só posso concluir pelo seguinte: ou achas que nós temos tempo sobrando para tentar traduzir tudo o que nos chega, em qualquer idioma... (isso não é verdade); ou achas que vou fazer isso (traduzir o que está escrito numa língua a qual eu não sei, nunca estudei) por esporte ou idealismo... (nossa!!!!); ou achas que a opinião de quem não sabe francês é irrelevante!!!
 É claro que é para se falar em português. É bom por os pontos nos is... e falarmos a respeito. É em português que a gente se entende!!!!
E como é que eu me entendo numa língua a qual eu não conheço?
Na qual o meu irmão (que também faz parte da lista) não conhece
e...? Sendo assim, como disse o Zezinho, ele pode transpor as
opiniões ou comentários dele para o tupi-guarani...
 Só a titulo excepcional é que se pode sair da regra. E é melhor, nestes casos, escrever fora do espaço elos-, enviando para os endereços de alguns.
Isto -mandar opiniões em outras línguas apenas para quem conhece

aquelas línguas, deixando o texto sem traduzir por qualquer motivo que seja (inclusive a alegada pressa, falta de tempo, que é
um problema que me aflige também -eu também tenho emprego e moro longe de onde trabalho... no entanto me esforço por me comunicar com toda a clareza com meus interlocutores) e sem dar conhecimento a outros que não conhecem aquela língua, tem um nome: discriminação. E tem ainda outro: mesquinhez. Lamento, mas não há outra definição, a não ser outra pior: está-se esnobando àqueles que não conhecem o idioma estrangeiro.
Há uns tempos atrás, ironia dos tempos, "caíram matando" no comentário do meu irmão de que "quem sabia SÓ (repito e reitero,
SÓ) a língua portuguesa, era um semi-analfabeto". "Não, não é possível, estás dizendo um absurdo!",coisas do gênero... Aí vêm os textos em francês e em inglês sem traduzir (e ele não lê nestes idiomas, simplesmente porque
nunca teve aulas de francês na escola, e tem um fraquíssimo conhecimento de inglês). Resultado: o destino de qualquer artigo que ele receba nestes idiomas, ou mesmo um artigo muito longo em espanhol, é a lixeira...
Talvez ele não conte, ele seja irrelevante. Talvez eu seja irrelevante também. Ou ignaro. Como? Não saber francês? Quem mandou não nascer na Guiana Francesa, nem ter estudado na Alliance Française, mesmo sendo isso irrelevante profissionalmente?

= = = = = = =
 De: Margarida Castro
Sobre o escrever no Fórum Elos em português ou não, João, há um equívoco na tua interpretação quanto a se este espaço é para se falar em português.
  É claro que é para se falar em português. É bom por os ponto s nos is... e falarmos a respeito. É em português que a gente s e entende!!!!
  Só a titulo excepcional é que se pode sair da regra.E é melhor, nestes casos, escrever fora do espaço elos-l, enviando para os endereços de alguns.
 No outro dia, por exemplo, eu coloquei um texto de um lusofr
ances que apelava para uma lusofonia mais atuante, mas voltada
para os franceses. Segundo o tal indivíduo, é preciso explica
r aos franceses mais sobre os povos lusófonos, mas em francês!. Não tive no momento oportunidade de traduzir, mas também pensei que o asssunto não nos dizia muito!
E acredito que alguns, no caso os de Portugal, entenderam as palavras do luso frances e nada comentaram! Ou não lhes interessou.
 Os teus textos traduzidos em português eu costumo divulgar n
outros espaços.
 É muito importante poder contar com pessoas como tu.
 E fundamental que todos participem mais neste espaço , elos-l , com suas opiniões ou textos pesquisados.
  Qual a vossa opinião? Respondam por favor para o elos-l@uberaba.com.br
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#Brito e Castro ; Abdul Cadre, Eduarda  e Maria Silveira comentam

Semelhanças entre portugueses e brasileiros  

Meu caro Abdul...concordo  totalmente com a sua tese, mas  no seu discurso acho que há  algo errado...não me parece  que este governo seja pior  que o anterior, ou  outros anteriores, mas creio que nesta republica parlamentarista  com 30 anos de existência , as regras eleitorais e dos partidos já se deveriam ter alterado . Não é razoavel uma assembleia  tão numerosa para a nossa dimensão, onde os deputados são todos (100%!!!!)  nomeados pelos  craques de cada partido, e onde o maior partido  é o daqueles que não querem votar.... e também uma genérica regionalização não é reconhecida politicamente, mas de facto existente culturalmente...

Assim não há governo que possa governar – – – e aí temos o nível dos debates que escutamos.... e como vamos sair desta anomalia democrática  pois  temos, alem duma geração  em democracia ,   também uma "catrefa" de informação, boa e .....má.....

 Nem eu  nem o meu caro amigo escolhemos  ao menos um deputado,,,, são os sobas  de cada partido (mas piores que os feiticeiros africanos) que escolhem por nós, mas para eles, e  de  forma ágil e forte  condicionam exageradamente a governação do país Alem desta  espécie ditadura  de deputados, também temos uma espécie de ditadura da imprensa escrita e falada, e nada representativa   dos  nossos comuns,,,,,

Abdul disse: Essa forma de passar culpas faz parte do mais larvar da nossa cultura comum, isto é, do que de pior herdámos do judaico-cristianismo, cujo paradigma é o bode expiatório.

Aqui em Portugal, neste momento, temos o pior governo que já nos coube em 800 anos de História, mas o chefe do mesmo, um antigo caceteiro da Faculdade de Direito de Lisboa, anda há dois anos a dizer que isto está mau por herança do governo anterior. Há-de acabar o mandato a dizer isto.

 Mas ele não é o único. A seguir ao 25 de Abril, em vez de se arregaçar as mangas, passava-se o tempo a choramingar a herança do fascismo; a seguir ao anedótico Vasco Gonçalves, o choro passou a ser a herança do Gonçalvismo.Pedalar? Está quieto!

 Há uma conclusão da sabedoria popular que diz: que se há-de fazer? está na massa do sangue!

 Os brasileiros o que têm de explicar sem sofismas a si próprios e ao mundo é por que razão,  habitando um dos territórios mais ricos do planeta (se não o mais rico), são um povo que vive na pobreza e nem sequer possui aquilo que vulgarmente se poderia designar por classe média. Se se recusam a explicar de forma clara e verdadeira, então é melhor que risquem da própria bandeira a sigla que não cumprem: Ordem e Progresso.

 Têm todo o direito de não gostar dos portugueses, mas não podem achar que foram os cantineiros e os padeiros portugueses que os deixaram assim. Ou dois séculos de soberania não chegam para serem soberanos?!. Gostariam talvez de ter sido colonizados pelo Rockefeller, mas penso que na Guatemala, Haiti, Honduras, Salvador, etc. se houver diferença é para pior e se houver soberania é menor.

 Toca mas é a levantar o traseiro do selim e a pedalar com força. «Quem sabe faz a hora não espera acontecer». Conhecem?

 Ah!

 E ponham-se a pau, que os planos para derrubar Fidel, Chavez e Lula estão já bastante adiantados.

 

Eduarda comenta:

Olá, Maria Silveira

A realidade é que nas escolas brasileiras( de uns  30 a 40 anos atrás) havia o mau costume de fomentar o "nacionalismo", atacando o português como sendo sempre o culpado pelas mazelas e erros ocorridos no passado. Quando os problemas são do presente dizem que são sequelas do colonialismo lusitano.

  É uma forma comodista de fugir às responsabilidades e uma maneira pouco inteligente de resgatar as suas origens, que não são melhores e nem piores que as de outros países,  e sim diferentes. E viva a diferença que nos torna  o que somos, únicos!

 

Maria Silveira (EUA) concorda:

Concordo Eduarda. E ate mesmo por muito imperfeito que tenha sido o colonialismo Português ( e, até, o Espanhol também) foi bem menos nocivo do que o colonialismo Inglês. Veja-se o caso da Índia, como os povos nativos foram tratados ai.   E veja-se também o caso da quase completa ausência de povos indígenas nos Estados Unidos!


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O grupo gestor deste FORUM de DEBATES se denomina INSTITUTO DE CULTURA LUSOFONA ANTONIO BORGES SAMPAIO - ICLAS/ELOS, uma iniciativa de UBERABA-MG, cidade do cerrado brasileiro.

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