Iclas - Instituto de Culturas Lusófonas
Antonio Borges Sampaio


14-02-2003

Línguas Minoritárias Número 01


 

Informativo da atualidade do sudoeste europeu

No Sudoeste Europeu falam-se as línguas galego-português, astur- leonês, euskara, aragonês, occitão e catalão . Este um espaço para dar eco aos povos que se identificam por estes idiomas. (llengües vives digital , www.estelnet.com/llenguesvives/)

"O povo é o corpo, a língua é a alma" Xalbador

1. Viale Moutinho : Academia do mirandês já

  1. Francisco Pinto : Cultura mirandesa é tema de tese de doutoramento

3. SANABRIA-LA CARBALLEDA: Enlace con sabor astur-leonés

4. J.L.Fontenla R./Comissão do Acordo Ortográfico,

lusofonia@infonegocio.com : "Viva Portugal" (Público, 26 de Novembro de

2002): a necessidade de sermos solidários com os povos

5. Irmandades da Fala da Galiza e de Portugal,

lusofonia@infonegocio.com Celina da Silva :O LITERÁRIO ENQUANTO

CATALISADOR DA CONSTRUÇÃO DA PÁTRIA

6. Irmandades da Fala da Galiza e de Portugal, Arsénio Mota: Sobre o Falar

Regional da Bairrada

7. João Xavier Santos, joaoxms@uol.com.br: [ELOS-L] Língua - a mesma?

8. Jaime Almeida, jaim@sapo.pt : Língua : Atlas das Línguas

9. llengües vives digital , www.estelnet.com/llenguesvives/,

CD: "LLENGÜES VIVES DEL TERCER MIL·LENNI"

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1. Viale Moutino ** : Academia do mirandês já *

 

Suponho que a questão está parlamentar e nacionalmente esquecida. Co-oficializado que foi o mirandês, parece que ninguém mais quer saber desse singular idioma lá das bandas de Miranda. Pois é, e não poucos se surpreendem quando encontram nos escaparates de algumas livrarias uma colecção de livros em mirandês, chancela Campo das Letras, onde avultam dois nomes: Fracisco Niebro (é assim mesmo e lê-se fra-cis-co-ni-bro) e António Bárbolo Alves. Daquele são Cebadeiros (poemas) e Las Cuntas do Tiu Jouquin (contos) e deste Cuntas de la Tierra de las Faias (contos). Já deu para perceber que "cuntas" são "contos". Pois a breve literatura de uma antiga língua tem a curiosidade de ter como seu primeiro escritor um autor alófono, o erudito Leite de Vasconcelos. Em 1884, ele tinha 26 anos e estudava na Escola Médica do Porto, publicara alguns opúsculos de carácter filológico e acrescenta à sua bibliografia um pequeno livro de poemas em mirandês, Flores Mirandesas. Na entrada, diz que teve dificuldades na escrita dos versos, desculpando-se por falta de exemplos alheios, que a única coisa em mirandês que havia era da sua própria autoria! E aqueles dois novos autores mirandeses têm entre a sua obra e a do pioneiro, em matéria de criação literária, apenas dois autores em livro que cabem nos lindeiros da Literatura: António Maria Mourinho e Manuel Preto, quedando à bica, outro mais recente, mas sem livro, mas poeta, Domingos Raposo, que tem textos dispersos em várias publicações literárias. A que se deve esta situação incipiente? Pois à situação de despertar de uma literatura sem uma gramática nem um dicionário para servirem de esteios à Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa. Ao analfabetismo em mirandês, à perplexidade dos que ainda não conhecem a língua por manifesta falta dos referidos instrumentos. Amadeu Ferreira, autor de um ensaio sobre o estatuto jurídico da Língua Mirandesa, chama a atenção para a falta de instituições em defesa da Língua Mirandesa, e da sua integração em instituições de apoio internacionais. Com isto pretende-se dizer que importa a criação urgente de uma Academia da Língua Mirandesa - com a designação em mirandês, onde se congregassem os linguistas e criadores literários vinculados ao mirandês, e a sede desta deve ser, obrigatoriamente, em Miranda do Douro. E Amadeu Ferreira anota ainda a "ausência de programas políticos para a língua, o que traduz uma falta de compreensão da importância da língua e o seu consequente desprezo na práxis política". Em boa verdade, a Assembleia da República aprovou o mirandês e deixou de pensar nele. Nem os deputados pelo círculo brigantino parecem interessados. Mas isso já acontecia no tempo de Trindade Coelho. Se são os de Miranda que têm de tomar o próprio destino nas próprias mãos, não se podem baldar pelos Passos Perdidos! E são os mirandeses que os têm de pôr a trabalhar como devem. Já bastou terem esperado pelo jovem filólogo da Ucanha para a criação de uma Literatura Mirandesa, chegou a hora de mostrarem o que valem. O Fracisco Niebro e o Bárbolo Alves, assim como o Domingos Raposo, estão a mostrar o que se pode fazer com este idioma. O dr. Moisés Pires está a dar as últimas demãos a um dicionário e a uma gramática de mirandês. No próximo número da revista Mealibra, de Viana, sai um conto de Niebro em mirandês e um glossário para melhor entendimento, e o mesmo escritor tem um conto nas sua língua de leite no número de Maio das Selecções BD, o que é muito importante. Falta o salto, e este passa pela Academia da Língua Mirandesa!

* Publicado no jornal português "Diário de Notícias" em 16 de Julho de 2001
** Escritor e jornalista

 

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2. Francisco Pinto : Cultura mirandesa é tema de tese de doutoramento

A identidade e especificidade da cultura mirandesa foi tema de uma tese de doutoramento na Universidade de Toulouse, em França, defendida por António Bárbolo Alves. Com cerca de 900 páginas, a obra está dividida em duas partes: "A entidade e identidade mirandesas" e " Estudo Estatístico - Linguístico dos Contos". Na primeira parte da tese é apresentada a história da Terra de Miranda, as tradições que constituem o caleidoscópio identitário local e o papel dos contos tradicionais na sua definição. Na segunda, o autor põe em relevo, através da análise estatística do léxico, a estruturação do discurso e as linhas temáticas que definem os contos.

Literatura Oral
António Bárbolo Alves é natural de Picote, concelho de Miranda do Douro, e exerce as funções de leitor de Português, na Universidade de Nice, em França.
Os contos de literatura orais são elementos constitutivos da identidade da Terra de Miranda, não só porque são transmitidos através da língua mirandesa mas também por que são uma criação que apenas vive na memória dos contadores. Para o autor, perder estes textos é perder o passado e, por consequência, a identidade de um povo. Sublinhe-se que o investigador já tinha feito a sua tese de mestrado também acerca da cultura e língua mirandesa.

 

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3..Sanabria -La Carballeda: Enlace con sabor astur-leonés

Juan Andrés Oria y Amparo Alvarez celebran su matrimonio al estilo tradicional carballés en el Santuario de la Peregrina de Donado *

Donado.- El Santuario de la Peregrina, de Donado, recuperó toda su esencia tradicional con la boda de Juan Andrés Oria de Rueda, profesor titular de la Escuela de Ingenierías Agrícolas de la Universidad de Valladolid, y Amparo Alvarez Nieto es Ingeniero de Montes, de la Junta. Ambos con raíces familiares en dos pueblos de la Carballeda, Utrera de la Encomienda y Carbajalinos, quisieron recuperar tradiciones y volver al pasado. Además de su vinculación con la comarca, ambos han realizado numerosos estudios y trabajos de campo por muchos espacios naturales de La Carballeda. Poco antes de las 12 de la mañana llegaban los novios y todos los familiares al Santuario de la Peregrina, virgen a la que tienen gran devoción los contrayentes. Un amigo de ambos, Máximo Carracedo, profesor de Filosofía del Seminario de Astorga, ofició la ceremonia y la misa hablando en castellano y también en el dialecto astur-leonés oriental. Los novios estaban ataviados con trajes de la zona, y también varios familiares y amigos se sumaron a esa iniciativa de recuperar los bellos trajes de La Carballeda.
El novio llevaba traje de gala para boda con capa de pardo, destacando también la camisa de lino y la faja roja. La novia, también con traje carballés de gala para novias, llevaba cubierta la cabeza con un pañuelo negro. Destacaban la camisa y la blusa de ambos, blancas, de lino bordadas y que en tiempos se denominaban camisa peiquesa, por ser Peque de la Carballeda, el pueblo que más las usaba. La Señora Sabina, del grupo folklórico Shalom, ha sido la encargada de confeccionar los trajes y adaptarse a las tradiciones de los bordados carballeses sobre lino que eran muy apreciados en la antigua Roma.


Emoción
La ceremonia religiosa, llena de emoción se salió de los formulismos actuales de las bodas y hubo una importante participación de los novios, invitados y del grupo folklórico. La novia comenzó la ceremonia hablando sobre su devoción a la Virgen de la Peregrina, y la relación con Juan Andrés que culminaba ahora en la nueva andadura del matrimonio, al que llegaban ambos llenos de alegría y de fe. Por su parte Juan Andrés, también habló de la elección de este santuario y de la comarca de la Carballeda, perteneciente el histórico Reino de León. Comentó que sus trajes significan además de la felicidad, el amor por las raíces y el respeto y veneración por todos los que les precedieron en estos pueblos. Finalmente resaltó que el idioma astur leonés que iban a utilizar en la ceremonia, en su variedad oriental era propio de estas comarcas del oeste zamorano.
Se había entregado antes de la ceremonia a todos los asistentes un pequeño folleto para poder seguir la misa y el matrimonio y el sacerdote oficiante, Máximo Carracedo leía párrafos en astur leonés y en castellano. - ¿Tais preparaos, siguiendo´l camín del matrimoniu, p´amavos y honravos tola vida. Sí, tamos preparaos, contestaban los esposos. Así en este idioma hicieron el compromiso matrimonial la bendición de los anillos y la entrega de las arras. La esposa finalizó el rito del matrimonio con las palabras sobre las arras: - Aceuta estes arras, comu niciu de la bendición de Dios y signu de toles coses que vamos a compartir.
Durante la ceremonia, la guitarra, el tambor y la voz de los componentes del grupo Shalom, animaron con sus canciones las distintas fases de la ceremonia. También varios invitados y familiares leyeron las preces relacionadas casi todas con los nuevos esposos y con todos los matrimonios, así como por la vida familiar y por todos los hogares. Todos leyeron el padre nuestro en asturleonés y poco después finalizaba la ceremonia con la alegría lógica de los novios y con todos los amigos y familiares que se acercaban a felicitarles. La novia lloraba de emoción y el novio daba las gracias a todos y renovaba su ilusión por formar una familia cristiana en estos tiempos donde los grandes valores de siempre se están olvidando.

* (La Opinión de Zamora: http://www.laopiniondezamora.es )

 

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4. J.L.Fontenla R./Comissão Acordo Ortográfico, lusofonia@infonegocio.com "Viva Portugal" (Público, 26 de Novembro de 2002): a necessidade de sermos solidários com os povos 28 de Novembro de 2002

 

No caso da Galiza e outros povos passa sim por sermos solidários, mas também por termos liberdade e democracia que não há na Monarquia espanhola, nascida da ditadura franquista e imposta pelo ditador cruel antes de falecer. Vi o da Praça da Alegria pela RTPI; é natural; Galiza- Portugal é a mesma comunidade lusofona européia unidas pelo hífen de água Rio Minho e que os espanhóis e ate galegos preferem afastar. A Norte monarquia, podridao, falta
de liberdade, de democracia, etc e língua mal falada num sarilho de normas que atenta contra a lusofonia do povo galego; a sul, Republica, liberdade, democracia,etc. e a língua falada e escrita corretamente. Não será a saudade a falta de Portugal aos Galegos? e aos Portugueses da Galiza?
Ainda: a lusofonia pode ser revolucionaria e de facto é na Galiza, por isso é travada por sujeitos colonizados, espanholizados, que querem tacho do Estado espanhol e comodismo, falta de humanismo e liberdade. Isto no sec.XXI é inaceitável. Desde que definimos a lusofonia em l985 e na Casa do Brasil em l988 as coisas avançaram, mas na Galiza há recuo grande e interesse e não deixar passar o português padrão e em não ligar para Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc. A História passará factura aos traidores que sempre houve algumas vezes (Os Lusíadas, Cântico IV) e aos sórdido galegos (Os Lusíadas). Ora, os lusófonos não podemos fazer cedências a nada
e a ninguém, senão manter a cabeça alta, lutar e não dobrar a espinha nunca.
Lapa, Guerra da Cal, etc foram assim
.

 

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5. Irmandades da Fala da Galiza e de Portugal, lusofonia@infonegocio.com

O Literário enquanto catalisador da construção da pátria

18 de Dezembro de 2002

(Fonte : II Congresso Internacional de Literaturas Lusófonas, 1994 Publicado na NÓS, Revista Lusófona, N º 35-40, editada pelas Irmandades da Fala da Galiza e de Portugal, entidade presidida por José Luís Fontenla, Apartado 12 36080 Pontevedra ( Galiza) ou Apartado 1037 4700 Braga (Portugal) - Resumo feito por Margarida Silva e Castro )

Celina da Silva, Universidade do Porto : "O LITERÁRIO ENQUANTO CATALISADOR DA CONSTRUÇÃO DA PÁTRIA - UM ASPECTO DO CONTRIBUTO DE ALMADA COMO MEMBRO DO ORPHEU "

 

Penso ser importante analisarmos as posições assumidas pelos escritores em relação ao conceito de pátria. Nós, como formadores de opinião, temos muito a aprender e a transmitir a partir das palavras dos escritores lusófonos, nossos embaixadores maiores.

A autora analisa dois autores: Almada Negreiros e Fernando Pessoa nos seus conceitos de nacionalismo. E da comunicação da Prof. Celina apenas, aqui,

cito as palavras de Pessoa quando defendeu << o nacionalismo sintético, que consiste em atribuir a uma nacionalidade como princípio de individuação, e não uma tradição determinada, nem psiquismo determinadamente tal, mas um modo especial de sintetizar as influências do jogo civilizacional >>

Este um conceito também chamado por Pessoa de cosmopolita, que << aceita um e outro, buscando imprimir um cunho nacional não na matéria, mas na forma da obra>>.

E quando afirmou <<que o papel de uma nação forte e civilizada é imprimir um cunho seu aos elementos cicilizacionais comuns, às nações do seu tempo (...) esse carácter de nacionalismo cosmopolita (...) é comum à primeira fase dos (...) doutrinários da nossa vanguarda>>

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6. Irmandades da Fala da Galiza e de Portugal

Arsénio Mota : Sobre o Falar Regional da Bairrada

17 de Dezembro de 2002

(Fonte: Edição "Nós" , da Revista da Lusofonia Galaico-portuguesa Internacional de Cultura, das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, presidida pelo Dr. José Luís Fontenla. Edição de 1992/93, N º 29-34 , onde se publicam as Atas do Congresso Internacional " A Língua Portuguesa no Mundo, Terceira Língua de Comunicação Internacional, 200 Milhões de Lusófonos ", ocorrido em 21-24 Setembro 1992, que homenageou os Professores Lindley Cintra e Manuel Ferreira.

Apartado 12 36080 Pontevedra ( Galiza) ou Apartado 1037 4700 Braga (Portugal)

Resumo feito por Margarida Silva e Castro : Do livro constam as comunicações de figuras expressivas da fala, ou falas como alguns preferem dizer, da Galiza e Portugal e textos de criação literária do Congresso: Poesia e Prosa. Recomendo-vos que acompanhem os Fóruns Internacionais sobre a língua portuguesa. Precisamos de fortalecer os nossos motivos para defendermos as comunidades das falas que se identificam com a língua portuguesa. )

Arsénio Mota, jornalista, escritor e presidente da Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada: "Sobre o Falar Regional da Bairrada"

Segundo o jornalista Arsénio , uma língua se define como " um sistema de dialectos e se poderão perceber importantes matizações de realidade cultural" . E mais adiante Anselmo diz que o vocabulário global do Português é abundoso e, porque excede em muito as capacidades correntes da expressão, " cada povo adopta um léxico limitado e parcial, que carrega de sentido na medida das necessidades expressivas da sua existência - vivida, recorde-se, em lugares e outras condições diferenciais."

São estas diferenças que por vezes levam alguns grupos a afirmar que falamos a mesma língua mas não nos entendemos. Por esta razão que eu defendo a prática do diálogo e o compromisso com a leitura e a divulgação das literaturas regionais.

E agora vos passo alguns provérbios da Bairrada pesquisados por Arsénio Mota :

"Vida não berrada não é bem governada"

" Depois da rapariga ficar noiva, não lhe faltam pretendentes"

" Nem sempre, nem nunca"

" Das más famas ninguém se livra"

"Beijos de homem (em homem) são beijos de burro"

" Quem chega tarde molha no vinagre"

" Não falta muito virá quem de mim bom fará"

 

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7. João Xavier Santos, joaoxms@uol.com.br , [ELOS-L] Língua - a mesma?

(ainda sobre termos de informática –resposta a Dr. Fontenla ).

18 de Dezembro de 2002

Caro Dr. Fontenla,

Eis alguns termos informáticos e de Internet
Define-se aqui no Brasil também como "bate-papo" ou "bate-papo virtual" à troca de mensagens simultâneas nos 'chat'. NÃO se usa (e nunca se utilizaria) uma adaptação do tipo "chatear" que os espanhóis por UMA razão: "chatear" aqui é sinônimo de irritar. Como sempre se usou a expressão "bate-papo" com o significado de conversar, o que se faz num chat, no português do Brasil, é "bater papo". (creio que no de Portugal também). Escreve-se com o hífen unindo as duas palavras, para mostrar que é se fosse uma palavra só, e não duas. Quando é o verbo, "bater papo", aí fica separado.
O que em inglês chama-se "nickname" ou "nick" aqui chama-se "apelido" ("apelido" aqui é mais ou menos o mesmo que "alcunha" em Portugal). Pode-se usar o anglicismo "nick" também, mas pouca gente o conhece.
"Software" é "software" mesmo, aqui. Não inventamos tradução, e escrevemos "software" e pronunciamos "sóftiuer", como em inglês. Idem para hardware. Já o "disco rígido" ou "winchester" ou "HD" é, em Portugal, "disco duro". "Disquete" já é o aportuguesamento consagrado no dicionário, e aqui é "masculino": "O disquete", e não "A disquete".
Aqui no Brasil você "se conecta à Internet" quando clica no ícone do discador telefônico (para aquelas conexões por linha telefônica) ou, nestas mais modernas à cabo, quando abre o Internet Explorer e ele já acessa alguma página da Internet. Eu, por exemplo ainda me conecto à Internet usando um modem telefônico de 56 Kbps. Para me conectar, clico no ícone do discador telefônico (aqui no Brasil ainda se diz "discar um número de telefone", mesmo para telefones com teclado), ele completa a conexão e, em seguida, é só abrir o Internet Explorer (ou o Netscape, que eu prefiro usar).
O que em inglês se chama "password" aqui no Brasil chamamos "senha" (em Portugal - parece-me que - se diz "palavra secreta" ou "palavra-chave", mas esta terminologia não seria tão imediatamente compreendida por aqui, talvez por uma razão: talvez porque "senha" é palavra bastante curta - duas sílabas apenas - e amplamente usada, se usa a palavra "senha" para qualquer código numérico ou alfanumérico pessoal de um indivíduo (e secreto para outros) que este digite para utilizar seu cartão de banco, para acessar seu e-mail ou conectar-se à Internet, etc.
Além de "conectar à Internet" também se pode usar ""logar" à Internet" (pronunciando-se "lôgar", com "o" fechado), mas fica mais difícil conjugar o verbo (imagine um imperativo: "loga tu!" - ficaria estranho... Por isso é que se usa o verbo "conectar", ou na forma reflexiva, "conectar-se").
Ainda sobre termos de informática, podemos dizer - mesmo que a palavra não esteja registrada no dicionário, "escanear" como bem lembrou o amigo Walter. Ainda não vemos grafado "escaner" para o equipamento, e sim "scanner". Talvez não se tenha tentado criar uma expressão a partir de palavras já existentes em nossa língua, tal como, digamos, "copiadora para computador" por se preferir uma palavra mais curta, com menor quantidade de sílabas... e que, primeiro, deve ter sido um jargão de quem trabalha com informática. Depois, o jargão foi disseminado.
Talvez também para diferenciar um "scanner" (que, para funcionar, tem que ser obrigatoriamente ligado a um computador), de uma "máquina de xerox" ou "xerocopiadora", ou ainda "fotocopiadora". Algumas "máquinas de xerox / fotocopiadoras / xerocopiadoras" mais modernas até podem funcionar acopladas a um computador, seja como impressora, seja até mesmo como scanner. Mas seu objetivo principal é outro: fazer inúmeras cópias de um mesmo documento. A propósito de "máquina de xerox" ou "xerocopiadora" não houve problema para introduzir estas palavras no português do Brasil, pois "xerocópia", literalmente é "cópia seca", por não usarem tinta solúvel, e sim uma tinta em pó (toner) que é derretido sobre um papel aquecido. Daí surgiu o nome comercial de seu primeiro fabricante, a Xerox Corporation. Depois a Canon e a Minolta (e talvez outras) desenvolveram máquinas com o mesmo processo.
Sobre impressoras, temos as "matriciais" (aquelas barulhentas que usam fita de impressão e formulário contínuo), as jato de tinta (que usam cartucho de tinta, como as HP 680, Canon BJC250, Epson Stylus Color 440, etc). E também as laser (pronunciado 'lêiser') também chamadas 'laserjet' que usam toner tal como as xerocopiadoras.
Há ainda (dispensando tradução ou explicação, imagino), os gravadores de CD-RW, as web-cam, os palmtop, os laptop - pronuncia-se léptop' - (computadores de pequeno porte dobráveis, com tela de cristal líquido de um lado e teclado alfanumérico do outro, em forma de maleta ou valise), os "drive" (pronúncia: "dráivi") de CD-Rom ou de CD-RW, os "drive" de disquete, e outras misturas de português e inglês na mesma expressão. Seu uso é tão disseminado entre as pessoas que não há nenhum estranhamento em escrevê-los, embora, numa prova de redação em língua portuguesa para ingresso numa universidade, o mais recomendável seria tentar não utilizar demais estas misturas ou então usar os termos ingleses entre aspas.

 

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8. Jaime de Almeida , jaim@sapo.pt : Língua Atlas das Línguas

20 de Novembro de 2002

 

Onde encontrar notícias sobre o Atlas da Língua :

www.unesco.org/bpi/esp/unescoprensa/2000/01-06s.shtml

aula.elmundo.es/aula/noticia.php/2002/03/04/aula1015002672.html

www.holahoy.com/internet.nsf/All/pg024873.htm

www.trinitylanguageschool.com/TrinityDigit@l/2002/19/noticia2.htm

www.geocities.com/euzkadionline/gaz/02-03/hemero2.html

9. llengües vives digital , www.estelnet.com/llenguesvives/,

CD: "LLENGÜES VIVES DEL TERCER MIL·LENNI"

El setembre del 1999 hem editat el disc compacte Llengües vives del tercer mil·lenni, que aplega sis cançons dels grups Mus (Asturies), Mescladissa (Occitania), Nenos da revolta (Galiza), Mallacán (Aragón), Tots Sants (Països Catalans) i Kashbad (Euskal Herria). Aquest disc és un crit a favor de la diversitat lingüística i de l'ús normalitzat de totes les llengües, amb el qual posem veu al butlletí. El disc costa 995 ptes/42 FF (despeses d'enviament incloses) i la quantitat que es reculli ajudarà a eixugar els costos que el Llengües Vives genera. Amb aquest treball volem contribuir a:

1 Vèncer deifinitivament els vells prejudicis lingüístics imposats des de fora.
2 Recuperar l'autoestima dels propis parlants.
3 Restaurar el ventall de llengües minoritzades que creuaran el llindar del segle XX.

Per a comandes, cal fer un ingrés de 6 euros al número de compte corrent «La Caixa» 2100-0815-52-0101758888, posant-hi "cd" i fent-nos arribar per correu (electrònic o convencional) l'adreça a on s'hagi d'enviar.

 

 

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