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AS NAUS DE PEDRA ,RELíQUIAS DOS FEITOS DOS NAVEGANTES -MARGARIDA CASTRO
16-01-2009
O estudo das Pedras que Falam do Mar através das Naus de Pedra, relíquias dos feitos dos navegantes , revela a importância da aventura portuguesa pelos mares .
Torna-se irrefutável a existência de um facto histórico quando o seu agente existe bem definido no espaço e no tempo e é conhecido e provado através de narrações escritas e orais, respondendo por sua própria natureza às dúvidas suscitadas. O patrimônio das Naus de Pedra é imenso. Citamos a lápide com barco, da Rua das Fontaínhas a S. Lourenço, 34, que deve remontar ao séc. XV. Rua das Fontainhas a S. Lourenço, Arcaicas e belíssimas são várias destas relíquias e,dentre estas, aquela quase delida que na Rua do Benformoso, 210, mostra um galo empoleirado no cesto da gávea como que aperpetuar a basófia do marinheiro que em terra canta de poleiro. Os Egípcios deixaram relevos de barcos esculpidos nas paredes de seus sarcófagos, os Fenícios gravaram navios na pedra, e os Viquingues os entalharam nas rochas. Tocados por estes povos marítimos e desde sempre escravos do mar, os Portugueses cedo se tornaram gente navegante aventureira e audaciosa, capaz de afrontar os Descobrimentos e de vasculhar os mares tenebrosos, a poder de remo e vela, em todos os rumos dos ventos Ainda há poucos anos, os australianos procuraram com subido interesse os destroços de um navio português perdido na águas da sua costa onde em rochas próximas se encontraram figuras de remotos veleiros. Destarte, vetustas gravuras de barcos dão a entender que nessas águas teriam navegado e talvez naufragado barcos portugueses em tempos anteriores aos vulgarmente considerados como está claramente exposto na História e nos preciosos relatos dos nossos cronistas.
Largo do Terreiro do Trigo costas que iam tocando a fim de aí criarem novas culturas e condições que amenizassem a passagem de outros barcos de exploração e a sua posterior colonização, e daí as armas do Infante e dados pessoais dos mareantes que ficaram como sinal de descoberta e posse a marcar os troncos das grandes árvores, as cruzes de madeira e as insculturas das rochas que ficaram esquecidas nas conhecenças desde o princípio aproveitadas como referências da navegação lusíada.
adaptado de http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_fev1999/pag17.htm
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